sexta-feira, setembro 09, 2011

Quando eu danço ...

Quando danço... Eu não quero ouvir nada, nem mesmo a música , pois a música eu sinto não escuto ! 
Eu sinto as minha moléculas se misturando com o toque da música ...
Quando danço... Erro ... Improvisos, claro ... Nunca se deve parar e sair do palco ... Nunca fiz isso ! 
Sempre os meus professores de Dança me ensinou e me ensina até hoje isso ;)
Você , eu , o fulano , o ciclano ... Todos tem oportunidades de dançar ! Você não sabe fazer Grand Jete ... tudo bem , aos poucos vai aprendendo , como eu , e os professores .
Não pense que só por causa que todos , ou quase todos da sua sala sabe fazer você também precisa sabe ... 
A atriz e bailarina Maria Alexondrova . Chago em sua primeira aula de dança , ela nem sabia fazer o arabesque . Hoje ela é profissional na dança e atua muito bem ;) 

Uma Bailarina Famosa


Maria Alexandrova
maria
Maria Alexandrova nasceu em Moscou em 1978.
Em 1997, ela se formou na Escola Acadêmica de Coreografia de Moscou (classe do professor S. Golovkina) e no mesmo ano ingressou no Ballet Bolshoi, Cia onde trabalhou com o famoso Semyonova Marina e Tatiana Golikova.
Maria Alexandrova é distinguido por suas linhas bonitas, artísticas e técnica original.

maria2 
Repertório inclui: Ramze (Filha do Faraó), papel-título (La Sylphide), Mekhmene Banu (Legend of Love), Myrtha (Giselle), Kitri e Street Dancer (Don Quixote), Queen of the Ball (A Fantasy em Casanova Theme), peças de solo em Sonhos sobre o Japão, Symphony in C, A Bela Adormecida, La Bayadère, Romeu e Julieta, Chopiniana, A Megera Domada.
Prêmios: Golden Prémio no Concurso Internacional de Ballet VIII Em Moscou (1997).
Veja abaixo Maria Alexandrova interpretando Swan Lake – Lago dos Cisnes:
<>

sexta-feira, julho 29, 2011

Pequena Bailarina .

Baila... Baila, bailarina!
Baila, bailarina, baila!
Como uma pluma
A rodopiar!
Leve... Leve balouça...
Parece um anjo
A voar!
Vestida de rosa,
Um coque impecável,
Sapatilhas de ponta
Pela primeira vez!
Alegria
Nos olhos a brilhar!
Seu primeiro concurso
Irá disputar...
O corpo está trêmulo,
De emoção,
Quase a chorar!
Erraram sua idade...
Com apenas oito aninhos,
Com meninas de doze,
Vai disputar!
Um olhar para a platéia...
Será que minha avó me vê?
Rodopia,
Pezinho ao alto,
Gira,
Saltita na ponta dos pés!
Vai deslizando
Como o cisne no lago!
Termina a dança...
Espera...
Ansiedade...
Resultado:
Primeiro lugar!


Futura Bailarina



[AMEI!!!.jpg]





Toda pessoa pode ser uma ...

Dicas de Ballet: SAPATILHAS DE PONTA: A HORA CERTA


sapatilhas-de-ponta
Os exercícios infantis no Ballet devem ser adequados à capacidade neurológica músculos-esquelética da criança; assim sendo, é impossível exigir que ela faça esforços, como ficar na ponta dos pés fora de hora.
Toda menininha sonha em ser bailarina, e “ser” bailarina para ela é ficar na ponta dos pés e fazer o grand écart (abertura total das pernas). Aliás, para a grande maioria dos pais, este também é o conceito de “ser bailarina”, pois quando matriculam suas filhas no Ballet, vão logo perguntando: “quando é que ela vai aprender a ficar na ponta dos pés e fazer abertura total?”
Mas a realidade é outra, tem que ser outra. Para se alcançar esse doce sonho, é preciso muitos anos de trabalho sério e consciente e o corpo já ter uma formação músculo-esquelética definida e preparada.
Em nosso método de trabalho, admitimos crianças a partir de 4 anos de idade, e até os 7 anos o nosso curso limita-se a aulas de criatividade e musicalidade, juntamente com uma introdução ao Ballet.
O estudo da técnica do Clássico vai sendo implantado a partir de 8 anos (Básico I), bem gradativamente, levando-se sempre em consideração a anatomia, a ossatura, enfim, a constituição física de cada criança.
O uso das sapatilhas de ponta se dá no Básico IV, com 11 a 12 anos de idade, pois a criança já está preparada para receber Atal esforço.
Desse nível e dessa idade em diante, ela já pode fazer sua opção: continuar no Ballet Clássico, ou ingressar para o jazz, Gym-Dance ou Moderno, pois já tem base suficiente.
Assim sendo, é anti-profissional exigir que uma criança com menos de 11 anos faça esforços como ficar na ponta dos pés. Esse equilíbrio só vai sendo adquirido com desenvolvimento, compatível ou resultante de um grau de mielinização aja adiantado. Mielinização é a deposição de mielina nas fibras nervosas, ou seja, quando um bebê nasce , ele tem reflexos nervosos, claro, mas não tem coordenação motora. Esta mielinização só se completa na puberdade, dos 10 aos 12 anos para meninas e de 14 aos 16 anos para meninos.
Exemplificando, por isso é que os brinquedos educativos indicam a idade própria para a criança manejá-los, ou seja, uma criança de 3 anos não pode executar movimentos finos, como por exemplo enfiar uma linha na agulha. Portanto, é impossível exigir que uma criança fique na ponta dos pesou faça movimentos finos de Ballet Clássico fora de sua época.
O sustentar sobre as pontas não é somente uma evolução técnica, mas também uma adaptação do corpo a uma nova forma de equilíbrio, com a fortificação de ossos, tendões, ligamentos e músculos.

Para tanto, alguns exercícios são indicados para fortificar e preparar o corpo para o uso das pontas:
Demi-plié em qualquer posição, o mais profundo possível e sem despregar o pé do piso. Praticá-los de forma lenta e rápida.
Meia Ponta o mais alto possível, descendo e subindo
- Toda a variedade de frappéstendus e todo exercício que contribua para proporcionar o arco do pé.
O primeiro tempo de uso de sapatilhas de pontas deve ser medido e curto , realizando-se unicamente na barra os exercícios mais rudimentares (as duas mãos na barra): releves em distintas posições, pequenos demi-pliés, etc. igualmente ao passar para o centro, da o tempo necessário para introduzir passos que requeiram equilíbrio e força sobre a perna.

Cambré


O cambré é um passo um pouco difícil de ser aprimorado, quem dança sabe disso. Ele requer flexibilidade e, mais que isso, requer técnica. Muitos bailarinos e bailarinas o executam de forma errada, o que pode ocasionar além de dores, problemas na coluna a longo prazo.


Um dos principais erros na execução do cambré: curvar as costas de qualquer jeito. O exercício exige postura, alongamento, ou seja, peito pra cima, nada de empinar o bumbum e tensionar muito a região lombar da coluna. 

domingo, julho 24, 2011

Só a Bailarina que não tem.

Anne não sabia dizer adeus, cresceu querendo guardar tudo: sentimento, pensamento, letras e tudo que ela gostasse. Ela queria um espaço para tudo, sem lógica. A regra era simples: guardar. No dia em que deixou o ballet de lado ela organizou uma caixa grande e lá colocou todas as suas sapatilhas, da primeira que ganhou quando tinha apenas cinco anos de idade até a da última apresentação.
Nunca quis ser outra coisa, seu amor maior estava nos palcos, nas sapatilhas e no sentimento que ela passava em cada apresentação. As datas de apresentações eram marcadas em calendários que ela guardava todo primeiro de janeiro em um plástico que ficava escondido em baixo de sua cama. Era uma maneira de esconder para que não jogassem fora aquelas datas tão importantes.

Sua mãe gostava das coisas organizadas e seu pai não entendia muito bem aquilo e sempre a questionava quando Anne brigava com seus irmãos porque eles queriam mexer em alguma de suas coisas. Como todo bom psicólogo de senso comum, seu pai ficava preocupado e dizia que Anne tinha uma espécie de TOC.  Ela não demorou muito para entender o que era o transtorno obsessivo compulsivo e para saber que não tinha nada disso.

Talvez fosse realmente estranho e ela pensava como suas amigas a importunavam e não costumavam ter as mesmas atitudes e assim, talvez seu pai tivesse razão, ou talvez ela estive certa. Essa era outra característica de Anne, a indecisão. Com isso ninguém se preocupava muito porque é normal ser indeciso nos dias de hoje. Hoje a gente senta à mesa para jantar, por exemplo, e existem diferentes maneiras de preparar os ovos, eles podem ser mexidos, estrelados, feitos como omelete, etc. É difícil escolher quando temos mais de um caminho, quando as coisas são fáceis. E era assim que costumava ser a vida de Anne, fácil. Até que foi obrigada a deixar de lado seu maior amor, o ballet.
Aquele pedaço de si, as horas tão esperadas durante quatro dias na semana, aquela saudade que tinha durante os três dias que não pisava no palco, os doces que aprendeu a não mais gostar, as lágrimas da sua mãe na sua primeira grande apresentação no teatro municipal e as primeiras palmas arrancadas das mãos de seu pai que sonhava em ver sua filha médica. Enquanto guardava as sapatilhas, passava pela cabeça de Anne as lembranças dos nove anos mais felizes de sua vida, nove anos de um amor sem igual.

A família materna da pequena bailarina tinha uma doença rara e precoce que tornava os ossos fracos, como se fossem esfarelar de pó em pó. Sua esperança para não desenvolver a doença vinha do fato de que a última pessoa na família a tê-la foi a sua bisavó. Mas não teve jeito, naquela tarde ensolarada de quatro de agosto, um dia após sua última apresentação, o ortopedista arrancou da pequena o olhar mais triste já visto ao manda-la pendurar as sapatilhas.

Então foi como se arrancassem um pedaço da vida de Anne, é assim que as pessoas se sentem quando perdem algo que realmente importa na sua vida. Não há palavra que cure. E Anne só sentia falta lá dentro, era uma ausência desordenada de amor. Na verdade, cada amor que Anne distribuía em cada laço dado em suas sapatilhas ficou nas sapatilhas, ela não sabia mais quando era amor. E foi o ballet a primeira desilusão amorosa de Anne.

Música título: Ciranda da bailarina de Chico Buarque